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Cães e gatos também podem desenvolver câncer de mama. A doença é mais comum entre as fêmeas e o risco aumenta com a idade. Embora os casos em machos sejam raros, eles também podem apresentar tumores mamários.
Como identificar
O principal sinal é o surgimento de um ou mais nódulos na região das mamas. Alterações no formato ou volume da mama, vermelhidão, feridas, secreção, sangramento e dor também podem indicar a presença da doença.
Nos gatos, entre 80% e 90% dos tumores mamários são malignos, enquanto os cães apresentam uma variedade maior de tumores, que podem ser benignos ou malignos.
Diagnóstico e tratamento
A identificação de um nódulo exige avaliação veterinária. A investigação pode incluir citologia por punção, exames de sangue, radiografia do tórax e ultrassonografia. A confirmação do diagnóstico é feita por meio da análise histopatológica do tumor.
O tratamento depende do tipo, tamanho e localização do tumor, além da presença ou não de metástases. Quando a cirurgia é indicada, pode ser necessária a retirada do nódulo, de algumas glândulas mamárias ou de toda a cadeia mamária. Em determinados casos, também podem ser recomendados tratamentos complementares, como quimioterapia.
Castração e prevenção
A castração precoce pode reduzir significativamente o risco de tumores mamários em cadelas. O efeito protetor é maior quando o procedimento é realizado antes do primeiro cio.
Já o uso de anticoncepcionais hormonais pode aumentar o risco de alterações mamárias e de doenças do sistema reprodutivo, como piometra.
A prevenção inclui a observação regular das mamas e a avaliação veterinária diante de qualquer alteração. A identificação e o tratamento precoces podem aumentar as chances de controle da doença.
Fonte: g1
Imagem: Canva