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Apesar do clima festivo, especialistas alertam que ambientes com multidões, ruído intenso e altas temperaturas podem representar riscos importantes à saúde animal.
O que para humanos é diversão, para muitos animais pode significar estresse agudo, sobrecarga física e até quadros que exigem atendimento veterinário.
Por isso, antes de incluir o pet na programação carnavalesca, é essencial avaliar o perfil do animal e adotar medidas preventivas.
Avaliar o perfil do animal é o primeiro passo
Nem todo cão ou gato tolera estímulos intensos. Animais idosos, filhotes e raças braquicefálicas, como pug, bulldog e shih-tzu, apresentam maior dificuldade para regular a temperatura corporal e devem evitar locais de aglomeração.
Sinais como tremores, respiração ofegante, orelhas baixas, tentativas de fuga e rigidez muscular indicam desconforto e são um alerta para retirar o animal do ambiente imediatamente.
Segundo a médica-veterinária Sibele Konno, diretora médica do Grupo Pet Care, o estresse pode desencadear reações fisiológicas relevantes.
“Em situações de tensão, os animais podem apresentar aumento da frequência respiratória e cardíaca, além de alterações comportamentais. O calor intenso potencializa esses quadros e pode levar à necessidade de internação”, explica.
Hidratação e controle térmico são indispensáveis
O calor típico do Carnaval eleva o risco de hipertermia, especialmente quando associado a esforço físico. O ideal é evitar horários de sol forte e priorizar passeios no início da manhã ou no fim da tarde.
O responsável deve oferecer água fresca com frequência e observar sinais de superaquecimento, como salivação excessiva, língua muito avermelhada ou arroxeada e apatia.
Além disso, o asfalto pode atingir temperaturas elevadas e causar queimaduras nas patas.
Fantasias exigem bom senso
O uso de fantasias só é recomendado se o animal estiver confortável. As roupas devem ser leves, respiráveis e não cobrir olhos, focinho ou orelhas.
Caso o pet tente remover o acessório ou demonstre incômodo, a orientação é retirar imediatamente para evitar estresse e ingestão acidental de peças.
Glitter tradicional contém microplásticos e substâncias que podem irritar a pele, olhos e vias respiratórias.
Como os animais se lambem com frequência, há risco de ingestão e intoxicação. Se houver a intenção de usar algum tipo de brilho, somente produtos com selo “pet safe” devem ser considerados.
Guia curta e identificação atualizada
Em ambientes cheios, o controle do responsável é essencial. Guias curtas, preferencialmente com peitoral, oferecem mais segurança do que coleiras de pescoço.
A plaquinha de identificação com telefone atualizado deve estar sempre fixada ao animal.
Atenção redobrada com alimentos
Alimentos de rua e bebidas alcoólicas não devem ser compartilhados com pets. Chocolate, uvas, carambola, cebola, alho e comidas temperadas estão entre os itens potencialmente tóxicos para cães e gatos.
Para a especialista, respeitar os limites do animal é a melhor forma de cuidado.
“Se o ambiente estiver cheio ou o pet demonstrar cansaço, o mais seguro é retornar para casa. Às vezes, deixar o animal confortável no sofá é a decisão mais responsável”, afirma.
FAQ sobre pets no carnaval
Todo pet pode ir a blocos de rua?
Não. Animais sensíveis ao barulho, calor ou aglomeração devem evitar esse tipo de ambiente.
Quais são os principais sinais de hipertermia?
Respiração ofegante, salivação excessiva, apatia e alteração na cor da língua.
Glitter pet safe é realmente seguro?
Sim, desde que seja específico para uso animal e aplicado com moderação.
Fonte: Cães e Gatos
Imagem: Shutterstock