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Em datas como a Páscoa – marcadas por refeições especiais, doces e encontros familiares – aumenta a exposição dos pets a alimentos inadequados.
Com os animais cada vez mais integrados à rotina das famílias, é comum que participem desses momentos. No entanto, oferecer “um pedacinho” do que está no prato pode trazer consequências sérias.
“Hoje os cães participam muito mais da vida cotidiana das pessoas, inclusive dos momentos à mesa. O alimento acaba sendo visto como uma forma de demonstrar afeto. Mas muitos dos pratos consumidos nessas ocasiões têm ingredientes que não são adequados para o organismo dos cães”, explica Mayara Andrade, médica-veterinária da GranPlus.
Chocolate é o principal vilão da Páscoa
Entre os alimentos típicos da data, o chocolate é o maior motivo de preocupação. Ele contém teobromina, substância que os cães não conseguem metabolizar de forma eficiente.
A ingestão pode provocar vômito, diarreia, agitação, tremores e aumento da frequência cardíaca. Em quadros mais graves, pode evoluir para intoxicação severa e até óbito.
“Mesmo pequenas quantidades podem causar intoxicação. Por isso, o ideal é manter ovos de Páscoa e outros doces que tenham chocolate fora do alcance dos cães e orientar também crianças e visitantes a não oferecerem esse tipo de alimento ao animal”, orienta a veterinária.
Em casos de ingestão acidental, a recomendação é buscar atendimento veterinário imediatamente.
Petiscos podem reforçar vínculo – com moderação
Apesar dos riscos, isso não significa que os cães devam ficar de fora das celebrações. O uso de petiscos adequados pode fortalecer o vínculo entre responsável e animal.
Segundo pesquisa da Mintel, mais de 80% dos responsáveis acreditam que snacks ajudam a estreitar a relação com seus pets.
“O snack pode funcionar como uma linguagem de afeto. Ele ajuda a reforçar comportamentos positivos e cria momentos de atenção entre responsável e animal. O importante é escolher produtos próprios para cães e respeitar a quantidade adequada dentro da dieta”, afirma Mayara.
De forma geral, cerca de 90% das calorias diárias devem vir de alimento completo e balanceado, enquanto petiscos podem representar até 10% da ingestão calórica – valor que pode variar conforme o perfil do animal.
“Caça ao petisco” é alternativa segura e divertida
Uma forma de incluir os cães no clima da Páscoa é adaptar a tradicional caça aos ovos.
“A ideia é simples. Em vez de chocolates, o responsável pode esconder pequenos petiscos ou snacks pela casa ou pelo quintal para que o cão os encontre usando o faro. Esse tipo de atividade estimula o comportamento natural de busca, ajuda a gastar energia e funciona como enriquecimento ambiental. Para o cão, o processo de procurar o alimento pode ser tão interessante quanto a recompensa em si”, explica a veterinária.
Brinquedos interativos, caixas de papelão e obstáculos podem tornar a brincadeira mais desafiadora e estimulante.
Atenção a objetos e embalagens
Além dos alimentos, itens como embalagens metalizadas, papéis de chocolate e fitas também representam risco. Esses materiais podem ser ingeridos pelos cães e causar obstruções gastrointestinais.
“Organizar o ambiente e orientar as pessoas da casa ajuda a evitar acidentes. Com alguns cuidados simples, é possível manter os cães seguros e, ao mesmo tempo, incluí-los nesses momentos de convivência”, reforça Mayara.
Fonte: Cães e Gatos
Imagem: Freepik